Quando você é adolescente evita filho a todo custo
Mas, depois do primeiro a sua vida muda, pra melhor
Não planejei a minha primeira filha, veio de surpresa. A melhor surpresa que tive.
Eu tinha 17 anos quando engravidei da minha primeira filha. A princípio se chamaria Isabelle, mas com o passar dos dias vimos muitas Isabelles, então decidimos trocar, pra Grazielle.
Ela nasceu quando completei 18 anos. Não tive complicações na gravidez, foi relativamente comum. Mas, como uma adolescente (que eu ainda era) foi difícil. Foi difícil acordar, foi dolorido amamentar, ter paciência, e muitas outras coisas que ninguém fala sobre a maternidade. Minha mãe estava em outro país, quem me ajudou foi minha avó (que eu amo demais). Ter que dar conta da casa e de um bebê foi assustador. Eu não tinha forças pra pensar em voltar trabalhar, um tumulto imenso se seguia em casa, e por fim sofri de depressão pós parto.
Foi triste pq eu não sabia que estava sofrendo disso. Abandonei meu trabalho, não tinha forças pra dar entrada na seguro desemprego na época, tinha medo de sair de casa, tava tudo fora de equilíbrio. A todo momento me sentia triste, vazia, sentia como se não fosse eu que tivesse dado a luz. Foram tempos difíceis.
Um dia de cada vez fomos passando por tudo, cada dificuldade, cada superação, cada descoberta, tudo em meio a palpites e deduções de pessoas que não conhecia nada do que a gente vivia. Como eu era nova, ficava chateada com tudo.
Foram seis longos anos sofrendo de DPP. Essa trajetória triste teve fim na minha segunda gravidez, que vou contar na próxima publicação.